Devoções

SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

ВЕРВИЦЯ ДО ІСУСОВОГО СЕРЦЯ

На хрестику:
Пресвяте Серце Ісуса, будь моєю любoв’ю!

На осібнім зернятку:
Предвічний Отче, жертвую Тобі предорогоцінну Кров Ісуса Христа як надолуження за мої гріхи й за потреби св. Церкви.

На малих зернятках:
Серце Ісуса в Пресвятій Євхаристії, що гориш любов’ю до нас, запали наші серця любов’ю до Тебе.

На осібних зернятках:
Честь, любов і подяка Пресолодкому Ісусовому Серцю.

Перша десятка:
Ісусе, лагідного і покірного Серця,
вчини моє серце подібним до Твого

Друга десятка:
Пресвяте Ісусове Серце,
навчи нас Твоєї любови!

Трета десятка:

Пресолодке Серце мого Ісуса,

дай, щоб я любила Тебе щораз то більше!

Четверта десятка:
Нехай Божественне Серце Ісусове,
буде щораз більше люблене і прославлене!

П’ята десятка:
Пресвяте Ісусове Серце,
нехай прийде Твоє царство!

МОЛИТВА:
Пресвяте Ісусове Серце,   нехай прийде Твоє царство!

 

Ласкою свого Серця – обсип нас!                                    Жаром свого Серця – огрій нас!

Світлом свого Серця – просвіти нас!                              Милосердям свого Серця – обгорни нас!

Терпінням свого Серця – потіш нас!                              Полум’ям свого Серця – запали нас!

Раною свого Серця – зрани нас!                                      Любов’ю свого Серця – обійми нас!

Кров’ю свого Серця – облий нас!                                    Достоїнством свого Серця – піднеси нас!

Водою свого Серця – обмий нас!                                    Славою свого Серця – прослави нас!

Заслугами свого Серця – освяти нас!                            Мудрістю свого Серця – навчи нас!

Терневим вінцем свого Серця – украси нас!              Радістю свого Серця – ущасливи нас!

Посіданням свого Серця – насити нас!                        В Пресолодке своє Серце – скрий нас!

 

ВСІ: О Божественний Ісусе, дай нам в Твойому Серці жити і вмирати, дай заєдно Тебе щораз то більше любити. Ти, що живеш у Серці Пренепорочної Твоєї Матері Марії, благаємо Тебе, зволь також жити і панувати в серцях всіх людей і їх запали чистою і гарячою любов’ю до Тебе.

Найсвятіше Серце Спасителя, поклич до Твого виноградника священиків-місіонарів після духа Твого, поклич братів і сестер сильних вірою і ревних працівників, поклич багато добрих душ Тобі на службу в Інституті Катехиток Серця Ісусового. Розпали всіх ревністю і дбайливістю про Твоє Царство між людьми. Предобре Серце Христове, потіш плачучих і опущених, рятуй нещасних, наверни безбожників, опам’ятай і здвигни упавших та налогових грішників, потіш і помилуй душі страждучі в чистилищі. Вчини, щоб у кожній родині панували любов і мир, що випливають з Твого пробитого Серця. Просимо Тебе: подай нам усім ласку бути ревними почитателями Твого Найсвятішого Серця і видержати в доброму аж до смерти.

Пренепорочна Діво Маріє, допоможи нам любити Ісуса. Амінь.

Oração ao Sagrado Coração de Jesus

Oh! Deus, que no Coração de vosso Filho, ferido por nossos pecados, vos dignais prodigalizar-nos os infinitos tesouros do amor, nós vos rogamos que, rendendo-lhe o preito de nossa devoção e piedade, também cumpramos dignamente para com ele o dever de reparação. Pelo mesmo Cristo Senhor nosso. Amém.Духом свого Серця – оживи нас!

Sagrado Coração de Jesus, em Vós eu confio!

As 12 principais promessas do Sagrado Coração de Jesus são:

1. Eu darei aos devotos de Meu Coração todas as graças necessárias a seu estado.
2. Estabelecerei e conservarei a paz em suas famílias.
3. Eu os consolarei em todas as suas aflições.
4. Serei refúgio seguro na vida e principalmente na hora da morte.
5. Lançarei bênçãos abundantes sobre os seus trabalhos e empreendimentos.
6. Os pecadores encontrarão, em meu Coração, fonte inesgotável de misericórdias.
7. As almas tíbias tornar-se-ão fervorosas pela prática dessa devoção.
8. As almas fervorosas subirão, em pouco tempo, a uma alta perfeição.
9. A minha bênção permanecerá sobre as casas em que se achar exposta e venerada a imagem de Meu Sagrado Coração.
10. Darei aos sacerdotes que praticarem especialmente essa devoção o poder de tocar os corações mais endurecidos.
11. As pessoas que propagarem esta devoção terão o seu nome inscrito para sempre no Meu Coração.
12. A todos os que comunguem, nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, darei a graça da perseverança final e da salvação eterna.

ESPIRITUALIDADE DO CORAÇÃO DE JESUS

Introdução

O coração é considerado o núcleo mais profundo da pessoa, o centro unificador de toda a vida e atividade. As qualidades do coração podem ser manifestadas por meio de gestos ou palavras, mas também podem ser dissimuladas ou mantidas em segredo. Portanto, temos a possibilidade de sempre sermos enganados sobre a verdade do nosso próximo, podendo discernirmos somente as aparências. Isso não é assim com Deus. “O homem olha as aparências, o Senhor olha o coração” (I Sam 16,7).

A verdade de uma pessoa é o coração. Se o coração está na verdade, tudo é verdadeiro, tudo é amor nele. Trata-se da verdade com nós mesmos, da consonância das nossas palavras e ações com Deus.

O coração é o lugar onde se realiza o encontro do homem com Deus, o “santuário interior” do seu doar-se por amor, e somente se acolhermos esta divina presença com totalidade da nossa pessoa, toda nossa vida ficará transformada e animada por esta caridade teologal que é fruto e dom da ação do Espírito.

A espiritualidade do Coração de Jesus através da história
A devoção ao Sagrado Coração de Jesus é uma forma típica dentre muitas, da espiritualidade cristã. Tem seu centro e fundamento no mistério e na pessoa de Jesus Cristo, Filho de Deus feito homem e Salvador, mas contemplado sobremaneira no mistério do seu amor pelo Pai e por nós.
Já na Igreja primitiva os cristãos deixavam-se tocar pelo coração de Cristo. Contemplavam o “eu” amoroso de Cristo através do coração dele, o que os antigos por falta de conhecimento da anatomia torácica, chamavam “lado” ou “peito”, mas querendo verdadeiramente significar o coração pulsante nesse lado, nesse peito. É importante salientar o fato de que durante o primeiro milênio a Igreja contemplou o mistério da cruz e, portanto, o Salvador do peito traspassado principalmente sob a luz da ressurreição. Por isso a espiritualidade que disso derivava era alegre, gloriosa…, que contempla e exalta a potência e a grandeza do amor de Deus.

Nos escritos dos Padres da Igreja não é relevante a atenção dada ao “coração” visto como “símbolo do amor”, mas contemplava-se o peito traspassado, de cujo lado escorre água e sangue. A água lembra-lhes o batismo e o sangue é símbolo da Eucaristia. À reflexão teológica dos Padres, que vêem no peito aberto do Salvador a fonte da graça e do dom do Espírito, junta-se, aos poucos, a atenção contemplativa, que se tornará notável com os místicos medievais. Começa-se uma atitude contemplativa: contemplação adorativa, contrita do Salvador do peito traspassado e também uma contemplação entendida como procura de intimidade, de comunhão no amor, indo assim da ferida do peito para o coração ferido do amor e do coração do Cristo ao coração de Deus, princípio do amor:

“Pela ferida do corpo se manifesta a ferida do seu coração, se manifesta o grande mistério do amor” (São Bernardo).

“Penetra nesta terra que é o Coração de Jesus e, uma vez entrado, não saias mais” (Ubertino da Casale).

O culto ao Sagrado Coração de Jesus ocupa lugar central na espiritualidade de santa Mectildes e Santa Gertrudes. A mística do Sagrado Coração, profundamente vivenciada pelas duas santas, tornará o mosteiro de Helfta o centro mais importante da irradiação do culto ao Sagrado Coração na Idade Média. É necessário citar também São Boaventura, Santo Alberto Magno, Santa Catarina de Siena e outros.

Após a reforma protestante do século XVI, infiltraram-se na Igreja doutrinas jansenistas, as quais negavam que Cristo teria morrido por todos os homens, mas por poucos escolhidos. Foi nessa época que cresceu com muito entusiasmo o culto ao Sagrado Coração de Jesus, como reação à rigidez do jansenismo que pareceu ignorar a misericórdia divina para com o homem pecador.

Deus escolhe uma simples freira da Ordem da Visitação de Paray-le-Monial, na França, para propagar com veemência o culto ao Sagrado Coração de Jesus. Santa Margarida Maria de Alacoque, em 1675, recebeu como missão se encarregar de introduzir a festa do Coração de Jesus na sexta-feira seguinte a oitava de Corpus Christi.

À humilde religiosa de Paray-le-Monial Jesus revela seu coração: “Eis aqui este coração que tanto amou os homens…” . Apesar do sofrimento diante da negação dos fatos por parte dos que conviviam com Margarida Maria, mas graças ao esforço do superior jesuíta da cidade, Claude dela Colombiere, Margarida Maria teve a felicidade de ver o florescimento do culto ao Sagrado Coração de Jesus, a começar pelo seu próprio mosteiro.

Roma tardou em permitir o culto. Somente em 1765, atendendo ao pedido dos bispos poloneses, foi autorizada uma festa litúrgica, com ofício próprio e em 1856 foi ampliada para o mundo inteiro. Daí por diante a própria Igreja toma a iniciativa de apoiar tal devoção.

Em 1899, o Papa Leão XIII publica a histórica encíclica “Annum Sacrum”, na qual explica os princípios teológicos da consagração ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1928, Pio XI publica e encíclica “Miserentissimus Redemptor”, que retoma o tema da consagração e em seguida se aprofunda sobre o tema da reparação. Em 1956 Pio XII publica uma terceira encíclica sobre o culto ao Coração de Jesus, a “Haurietis Aquas”.

Embora o Concílio Vaticano II não se pronunciou a respeito, os caminhos da renovação da espiritualidade do Coração de Jesus, que nos anos 50 decaiu, haviam sido indicados antes do próprio Concílio. Dizendo retornar à Bíblia, à tradição dos Padres e à Liturgia, na prática, o Papa Pio XII convidava para descobrir o simbolismo bíblico do Coração de Jesus, a centralidade da pessoa também nas práticas devocionais e, acima de tudo, o primado do amor.
Em várias oportunidades os Papas do Pós-Concílio se referem com grande devoção ao Sagrado Coração de Jesus, mostrando a dimensão profética que inclui o anúncio do amor apaixonado de Deus pela humanidade.

Viver a espiritualidade do Sagrado Coração de Jesus

Muitos textos do Evangelho nos transportam para a contemplação do amor de Jesus – coração sensível para as necessidades do povo, coração humano de Jesus que nos faz se sentir capazes de amar. Jesus se comove diante das dificuldades dos noivos de Caná por não haver mais vinho, se compadece dos que sofrem física e espiritualmente, chora a morte de Lázaro, pois cultivava uma bela amizade com sua família, sacia a fome de multidões, concede perdão aos pecadores, enfim o coração de Jesus sempre está atento às necessidades daqueles para quem o amor do Pai o enviou. Seu coração também sofre o abandono na hora da maior provação e se entristece com Jerusalém.

Jesus revela seu coração, transbordado de amor, na hora do lava-pés e esse gesto Ele espera de todos os seus discípulos.

Algumas citações Evangélicas sustentam e fundamentam a Espiritualidade do Coração de Jesus. Elas são apontadas com maior frequência.

O capítulo 7 do Evangelho de São João narra a festa dos Tabernáculos, onde Jesus mostra ao povo que a verdadeira Rocha de Deus é Ele (refere-se a rocha de onde Moisés tirou água para seu povo). Desta Rocha jorra água viva. “Do seu peito correrão rios de água viva” (Jo 7, 38), portanto, quem tiver sede achegue-se a Ele e beba. No versículo seguinte, o Evangelista acrescenta que com esta metáfora Jesus se referia ao Espírito Santo que haveriam de receber aqueles que cressem Nele. Aqui Jesus mostra a íntima relação existente entre o Espírito Santo em nós e o coração Dele. Ele manda pedir o Espírito Santo ao Pai Celeste. Essa revelação lança a base de uma espiritualidade Trinitária, nutrida no Coração de Cristo.

Outro texto que estimula os cristãos para a intimidade do Coração de Jesus está no Evangelho de João, (19, 34-37): “Contemplarão aquele a quem traspassaram”. Quem traspassaram? Onde traspassaram? O lado, o coração de Jesus.

Nada mais funcional para a revelação do amor do Pai, do que conhecê-lo através do Filho (cf. Jo 4, 15-16) e o Filho que também é amor (cf Jo 15, 13) tornam-se mais conhecidos e “descobertos” através do Coração de Cristo. É o Coração Dele que nos faz acreditar na divina possibilidade dos impossíveis humanos: “Para Deus tudo é possível” (Mt 19,26), porque Deus em Cristo tem um coração.

Outro gesto nascido do Coração de Cristo prepara-nos para o amor filial. No Calvário recebemos este presente: “Eis aqui a tua mãe” (Jo 19,26-27).
No Evangelho também encontramos o apelo de Cristo ao nosso coração, mostrando-nos o Dele: “Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração” (Mt 11,29). Com tal proposta Ele quer que descubramos esta pista: para as forças maléficas do coração humano existe um antídoto: o coração Dele. Um coração plenamente equilibrado.

Para São Francisco de Sales “manso e humilde de coração” significa manso e humilde no coração a partir do coração, não somente de fachada.
A mansidão como forma de amor evangélico possui duas faces: a face que olha o Pai e a face que olha os irmãos, expressa em Mt 22,34-40. Jesus vincula a mansidão e humildade. Ele não nos teria dado esta visão divina da mansidão se ela não tivesse associado a humildade. Sem esta última é impossível ser manso, porque mansidão nasce num coração humilde. É a humildade que faz com que sejamos perante os homens o que somos diante de Deus.

A confirmação mais palpável da nossa intimidade com Deus é a Eucaristia, que é a prova de que Jesus anseia unir-se estreitamente conosco, com todos os sentimentos do seu coração. Em nenhum lugar o homem chega tão perto de Jesus como na Eucaristia – foco e irradiação da Trindade. Na chama do sacrário está palpitando o convite de amor: “O Senhor está aí e te espera” (Jo 11,28).

Está no plano do Coração Eucarístico de Jesus nos levantar de nossas misérias às alturas da verdadeira liberdade dos filhos de Deus. Jesus veio para transformar o homem, purificando e enriquecendo-o com valores espirituais. Quem descobre e conquista esta riqueza encontra o verdadeiro tesouro da sua vida, que ninguém pode roubar, a não ser seu próprio pecado de infidelidade.

O amor é a marca autêntica da nossa espiritualidade. É a dádiva divina que também nos diviniza: “Aquele que permanece no amor, permanece em Deus e Deus nele” (1 Jo 4,16) “Todo aquele que ama nasceu de Deus….” (1Jo 4,7). O coração foi criado no amor e para o amor divino e só chegará a sua plenitude quando nós amarmos Cristo Eucarístico.

Para entender exaustivamente as riquezas insondáveis do Coração Redentor de Jesus precisamos fazer silêncio, “descalçar as sandálias”, dobrar os joelhos e agradecer. É nas horas de silêncio, de prece, de recolhimento, de contemplação que os ecos do infinito encontram ressonância, é nestas horas que marcamos encontro com o Senhor. Sustentar uma intimidade profunda com o Coração de Cristo na oração é garantir a presença do amor em qualquer situação (cf Mc 9,40). Na oração reside a chance de intimidade de dois corações: o nosso e o de Deus. A oração põe o nosso coração dentro do coração de Cristo e coloca o coração de Cristo dentro do nosso. Qualquer coração humano pode abrir-se para o Coração de Cristo, sabendo que Ele está permanentemente aberto para o nosso.

Não há dúvida que Cristo nos convida também para carregar a cruz, para renunciar e aceitar os sacrifícios na caminhada da vida (cf Mt 10, 38). Mas tudo isso não é fim, somente meio para santificação – plenitude de vida. Somente em Jesus encontramos plena paz e realização: “Encontrareis descanso para as vossas almas” (Mt 11,29).

Toda a história da espiritualidade cristã o testemunha: a vida do homem que crê em Deus, voltado para o futuro pela experiência, chamado à comunhão do amor, esta vida é a do coração, do homem interior. Ela é iluminada pela verdade admirável da misericórdia, da bondade do Coração de Jesus que se oferece pelo mundo.

A espiritualidade ao Sagrado Coração inflama em nós a fé, vai iluminar não somente a nossa mente à inteligência, mas também, infunde em nosso coração a sabedoria da ciência divina. Na vida da fé somos atraídos pela força espiritual para estar com Jesus, viver por Jesus e transformar-se em Jesus.
Viver a espiritualidade de Jesus é um jeito de ser Igreja, de ser apóstolo, missionário nos dias atuais. Devemos reler o universo com os olhos misericordiosos do Coração de Cristo que nos ensina a abraçar o mundo todo, toda a criação e as criaturas no amor de Deus e ensina a amar tudo como Deus ama. Na escola deste Coração aprendemos novas e comoventes lições a cada dia, a cada instante. Basta ficar na escuta.
Ao longo dos séculos filósofos, cientistas, pensadores, sociólogos, engenheiros, políticos sugeriram fórmulas, apontaram caminhos para os homens encontrarem a paz, a felicidade, a realização, o sentido de vida. E o mundo continua perplexo, em conflito, confuso, insatisfeito. Apontando para o roteiro das soluções, o Papa João Paulo II enfatiza: “Sobre os escombros que o ódio, as guerras e a maldade plantam, precisamos construir a civilização do Coração de Jesus.

Quem se compromete a viver a espiritualidade do Coração de Jesus deve empenhar-se na formação de povo de Deus, deve construir uma sociedade justa e fraterna: a civilização do amor – sinal do Reino definitivo. Deve comprometer-se com a libertação integral do homem.
Oxalá, toda a humanidade se achegasse ao Coração Eucarístico de Jesus: não faltaria pão, casa e amor para ninguém. E acabaríamos acreditando, com mais convicção, que o céu desceu a terra, que a eternidade feliz já se iniciou no planeta dos homens.

     

Sagrado Coração de Jesus: fonte de toda consolação

O mês de junho é o mês de dedicado ao Sagrado Coração de Jesus, tempo forte de oração e devoção. Por isso, achamos interessante publicar um artigo de Padre Carlos Werner Benjumea, EP, publicado na Gaudium Press, para aproveitarmos este tempo e aprofundarmos nossa espiritualidade. Fonte de toda a Consolação, neste mês de junho, dedicado ao divino Coração, convido-o, caro leitor, a tomar algumas dessas invocações, procurando penetrar a mensagem de amor contida nelas.

“Eis o Coração que tanto amou os homens”.

Numa de suas aparições a Santa Margarida Maria, Nosso Senhor mostrava- se transbordante de luz e com uma expressão repleta de bondade e misericórdia. Apontando seu próprio Coração, Ele transmitiu-lhe esta queixa afetuosa: “Eis o Coração que tanto amou os homens, que nada poupou até Se esgotar e consumir para lhes testemunhar seu amor, e que, como retribuição, da maior parte só recebe ingratidões”.
Como essa revelação deveria deixar- nos consternados! É verdade que Ele nos ama acima de toda medida e que é impossível a cada um de nós, simples criatura, retribuir com igual intensidade. Entretanto, a questão é saber se nós O amamos tanto quanto nos permite nossa capacidade de amar. Certamente, se nos entregássemos por inteiro a seu amor, ajudados por sua graça, nosso coração palpitaria em uníssono com o d’Ele, nós nos enterneceríamos com Ele, sentiríamos como Ele e – por que não? – sofreríamos por Ele. Esse deve ser o anelo da alma católica. Façamos, pois, da leitura destas palavras algo mais que um puro exercício intelectual. Transformemo-la em um ato de amor.

“Coração de Jesus, fornalha ardente de Caridade”

Esta belíssima jaculatória não se contenta de comparar esse amor – caritas, caridade – tão intenso com uma fornalha, mas acentua ser uma fornalha ardente. Esplêndida imagem de sua divina Paixão, não só pela humanidade em seu conjunto, mas também por todos os seus filhos e filhas, individualmente considerados.

Assim relata Santa Margarida Maria como lhe foi revelado esse amor: “Uma vez, estando exposto o Santíssimo Sacramento, apareceu Jesus Cristo todo resplandecente de glória, com suas cinco chagas brilhando como sóis, e sua sagrada humanidade lançando labaredas de todos os lados, mas sobretudo de seu adorável peito, que parecia uma fornalha.

Abrindo-o, Ele descobriu-me seu amabilíssimo e amantíssimo Coração, que era a fonte viva das chamas. Mostrou- me então as inexplicáveis maravilhas de seu puro amor e o excesso a que tinha chegado no amor aos homens, dos quais só recebia ingratidões e friezas”. “Foi isso”, disse Ele a Santa Margarida, “o que mais Me doeu de todos os sofrimentos que tive em minha Paixão, ao passo que, se Me retribuíssem com algum amor, consideraria pouco tudo o que fiz por eles. Se fosse possível, quereria ainda ter feito mais. Mas os homens têm apenas frieza e recusa para com todas as minhas solicitudes de lhes fazer bem. “Dá-Me tu, pelo menos, esse prazer de suprir-lhes as ingratidões, conforme tuas possibilidades”.
Oxalá esse apelo de Jesus encontre excelente acolhida, não apenas na
alma das pessoas especialmente devotas do Sagrado Coração, mas também na de todos os católicos, despertando em cada um o desejo de oferecer a nosso amoroso Redentor digna reparação por tanta frieza.
Que cada um, a exemplo de Simão Cireneu, ajude-O a carregar a cruz dos esquecimentos e das ingratidões. Será esta a melhor maneira de combater a tibieza que, às vezes, torna moroso nosso progresso espiritual, ou, pior ainda, nos paralisa num estado de indiferença em relação às coisas de Deus.

Para avançarmos nesse luminoso caminho, contamos com um auxílio certo e preciosíssimo: a devoção ao Imaculado Coração de Maria, no qual Jesus é incomparavelmente mais amado do que em qualquer outra criatura, humana ou angélica.
“Foi vontade de Deus que, na obra da redenção humana, a Santíssima Virgem Maria estivesse inseparavelmente unida a Jesus Cristo” – escrevia o Papa Pio XII. Por isso convém que cada cristão, “depois de prestar ao Sagrado Coração o devido culto, renda também ao amantíssimo Coração de sua Mãe celestial os correspondentes obséquios de piedade, de amor, de agradecimento e de reparação” (Encíclica Haurietis acquas, n. 74).
Ajudados pela poderosa mediação dessa terna Mãe, penetraremos com maior facilidade no mistério do divino amor, que Ela portou em seu puríssimo seio e alimentou, ao qual contemplou de perto com incêndios de adoração e enlevo.

“Coração de Jesus, paciente e misericordioso”

Este título traz-nos à mente uma exclamação de Santa Margarida Maria: “Esse divino Coração é todo doçura, humildade e paciência”. “Paciente” (do latim, patiens, “aquele que sofre”) é um qualificativo muito adequado ao Coração misericordioso de Jesus, disposto a todos os sofrimentos pela nossa salvação. Contemplamos aqui um Coração cujo afeto se mede pela sua disposição de sofrer.

Não seria demasiado afirmar que o valor de um homem, ou de uma mulher, é proporcional à sua capacidade de superar, com ânimo e resignação, os insucessos e dificuldades que a Providência permite em seu caminho – especialmente quando se vê alvo de incompreensões da parte das pessoas que lhe são mais próximas. Temos, então, ante nosso olhar o Divino Mestre como modelo de paciência.

Ser paciente significa, por exemplo, saber suportar os defeitos do próximo, responder com amabilidade às suas manifestações de mau gênio, e tantos outros atos de virtude do mesmo tipo.

Se imitarmos, neste ponto, nosso Salvador, faremos jus à sua amizade, conforme escreveu Santa Margarida Maria: “Tereis de vos mostrar mansos, suportando com paciência as grosserias, manias e amolações do próximo, sem vos deixar inquietar pelas contrariedades que ocasionem. Pelo contrário, fazei de boa vontade os serviços que puderdes, porque este é o modo de ganhar a amizade e a graça do Sagrado Coração de Jesus”.
Exatamente assim procede Nosso Senhor com cada um de nós. Se agirmos do mesmo modo para com os outros, crescerá em nós a confiança em sua predisposição de nos perdoar sempre, não só uma vez, mas todas as vezes que d’Ele nos aproximarmos arrependidos.

Sim, precisamos nos convencer dessa maravilhosa verdade: o Divino Redentor suportou meus pecados e por eles sofreu; por minha salvação imolou-Se, derramando todo o seu Preciosíssimo Sangue. Devo, pois, considerar minha maldade com grande contrição, é verdade, mas ao mesmo tempo com inabalável confiança.

Não nos deixemos nunca desanimar!

“Coração de Jesus, propiciação pelos nossos pecados”

Esta é a jaculatória que então aflora em nossos lábios. Propiciar (do latim, propitiare) é tornar propício, tornar favorável por meio de um sacrifício, oferecer um sacrifício expiatório. Isso é o que fez Jesus, oferecendo-Se ao Pai como “expiação pelos nossos pecados” (1Jo 2,2).

E o Apóstolo do amor empenha-se em acentuar: “Nisso se manifestou o amor de Deus para conosco: em nos ter enviado ao mundo seu Filho único, para que vivamos por Ele (…) para expiar nossos pecados” (1Jo 4, 9-10).
Nosso Papa Bento XVI também se refere de modo ardoroso ao sacrifício do Salvador: “Em sua morte na Cruz realiza-se esse voltar-Se de Deus contra Si mesmo, entregando-Se para dar vida nova ao homem e salvá-lo: isso é o amor em sua forma mais radical” (Deus caritas est, n. 12).

Já morto em “propiciação por nossos pecados”, quis Jesus dar-nos uma demonstração do extremo limite aonde chegou seu amor por nós: de seu divino Coração brutalmente transpassado pela lança do soldado, manaram as últimas gotas de sangue, misturadas com água.
Por aí podemos avaliar quanto é censurável nossa frieza em relação a Ele, sobretudo nossa falta de confiança!

“Coração de Jesus, fonte de toda consolação”

Tal doação generosa até o ponto de dar-Se a Si mesmo perpassa nossas almas de alegria. Como não experimentarmos grandíssimo consolo ao vernos objeto de tão dadivoso amor? Na verdade, a palavra consolação encerra dois sentidos: por um lado, significa fortalecimento, novo vigor, novo alento; por outro, uma sensação de alegria, de
suavidade, de unção do Divino Espírito Santo.
Em ambos os sentidos, o Sagrado Coração de Jesus é fonte de toda consolação, pois enche de júbilo e satisfação espiritual aqueles que se abrem para sua infinita bondade. Mas Ele é também nossa fortaleza. Assim, quando nos sentirmos débeis ou cansados, quando nos faltar coragem para praticar algum ato de virtude que o dever de
católicos nos impõe, lembremo-nos: não estamos sozinhos, Jesus está a nosso lado! N’Ele encontraremos as forças necessárias para amar a Deus e ao próximo, cumprindo fielmente os divinos preceitos de sua Lei.

Sobretudo nessas horas, precisamos lançar-nos nos braços do Divino Mestre… Ah!

se soubéssemos como Ele suspira por nos ajudar! Eis como Ele revela a Santa Margarida Maria essa sua predisposição: “Meu divino Coração está tão abrasado de amor para com os homens, e em particular para contigo, que, não podendo conter em Si as chamas de
sua ardente caridade, precisa derramá-las por teu meio, e manifestar-Se a eles para os enriquecer com os preciosos dons que te mostro, os quais contêm as graças santificantes e salutares necessárias para os afastar do abismo da perdição”.

Querido leitor, esperamos que esta curta meditação tenha servido para fazê-lo sentir-se mais próximo do Coração de Jesus, e mais confiante na sua bondade sem limites. E que também lhe seja de algum proveito quando tiver a graça de se aproximar do altar para receber o divino Alimento.

Lembre-se, então, de que recebemos na alma, realmente presente, esse Coração no qual adoramos todas as perfeições expressas tão belamente em sua ladainha.

Padre Carlos Werner Benjumea, EP.
Santa Marina, Grande Mártir

Rogai por nós

Oração a Santa Marina

Venero-te, Santa virgem Marina, pelo teu amor a Jesus Cristo, pela tua inabalável fé, firmeza nos princípios cristãos, fiel observância do voto de castidade e principalmente pelo teu heroísmo demonstrado durante o martírio e a morte cruel.

Olha com o teu olhar compassivo e vê as desordens do mundo atual. Quantas almas não conhecem a Cristo, não o amam, vivem em pecados mortais. Pede a Deus perdão e clemência. Implora-o para que se estenda quanto antes o seu reino sobre a terra, para que todos compreendam que Ele é o único Senhor do mundo, consolador das almas e salvador da humanidade.

E para mim que, humildemente, dirijo a ti esta súplica, alcança a graça de imitar as tuas virtudes na vida e na morte.

Concede-me a graça (aqui mencionar o que deseja) de que tanto necessito.

De minha parte prometo imitar o teu exemplo nesta terra para que possa um dia contigo no céu amar e adorar a Deus uno na Santíssima Trindade. Amém

Separador
SANTA MARINA, VIRGEM E MÁRTIR

Santa Marina viveu na Ásia Menor, na cidade de Antioquia, onde morreu como mártir aos 15 anos.

Filha de Edésio, sacerdote pagão, Marina perdeu a mãe ainda criança. Foi educada por uma camponesa cristã; recebeu o batismo, entregou-se à prática das virtudes e congregou-se a Deus pelo voto da castidade. Aos 15 anos teve de voltar para casa do pai. Ele descobriu que Marina era cristã, enraiveceu-se a ponto de entregá-la ao juiz Olívrio. Este encantou-se com a beleza da Santa Virgem e começou a convence-la para que renunciasse ao cristianismo e ele a recebia por esposa. Marina, porém, foi inflexível na sua fidelidade a Cristo – Esposo das virgens. Depois de muitos conselhos e promessas, vendo a firmeza da menina, o juiz enfurecido ordenou que a acoitassem. A Santa, entretanto, permaneceu inalterável no seu supremo ideal.

Durante a noite, quando Marina implorava a Deus forças para suportar o terrível martírio, apareceu-lhe uma luminosa cruz e ela ficou curada dos ferimentos provocados pelos flagelos. Na manhã seguinte, vendo este milagre, muitos pagãos se converteram. Após nova flagelação, foi-lhe decepada a cabeça.

Este fato deu-se no fim do século III, no tempo das cruzadas, a devoção a Santa Marina divulgou-se também no Ocidente, sobretudo na Franca, Inglaterra, Alemanha e Itália.

A Igreja venera seu martírio no dia 17 de julho.

Uma relíquia da Santa Marina conserva-se no Instituto das Catequistas do Sagrado Coração de Jesus, em Prudentópolis/Pr.

SANTA MARINA, VIRGEM E MÁRTIR
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