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23 de dezembro de 2020
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NATAL DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO – РІЗДВО ГОСПОДА НАШОГО ІСУСА ХРИСТА

 “O povo que caminhava nas trevas viu uma grande luz. Sobre aqueles que habitavam a terra das sombras da morte, uma luz resplandeceu” (Is 9,1).

“Uma criança nasceu para nós, um filho nos foi dado. A soberania repousa sobre seus ombros. Proclama-se o seu nome: Conselheiro Maravilhoso, Deus forte, Pai para sempre, Príncipe da paz” (Is 9,5).

É Natal! O berço da fé cristã. O Nascimento de Nosso Senhor é o mais importante evento na história do gênero humano. Evento que inaugura a Era Cristã e se torna o ponto de referência do qual o ocidente data os eventos da história do mundo.

Pelos três primeiros séculos, celebrava-se a festa da Teofania – “Manifestação de Deus”, no dia 06 de janeiro. Esta festa comemorava diversos eventos do Evangelho: a natividade, a adoração dos Magos, o batismo de Cristo e as Bodas de Caná. No século IV, foram elaborados os dogmas cristológicos e sua expressão definitiva no Símbolo de Fé do Concílio de Niceia (325). Neste mesmo século, o Natal foi pela primeira vez celebrado separadamente da Teofania na Igreja Ocidental, sob a direção do papa Júlio I, no dia 25 de dezembro.

As Igrejas Orientais lentamente seguiram o exemplo do ocidente e começaram a celebrar a Natal na mesma data. Três grandes Padres da Igreja tiveram um papel decisivo a este respeito: são Basílio Magno, são Gregório, o Teólogo e são João Crisóstomo. São Basílio Magno (m. 379) foi o primeiro a celebrar a Natal no dia 25 de dezembro na Capadócia entre os anos 371 e 374. Algumas igrejas do Oriente celebram hoje a festa do Natal juntamente com a Teofania no dia 07 de janeiro, prática esta que também é seguida por nossa igreja em sua sede, na Ucrânia.

A tradição oriental contempla o Mistério de Deus que, descendo dos céus, se inclina para a terra, e assume uma natureza humana, para socorrer o ser humano caído no pecado. O Filho Unigênito de Deus quis vir ao mundo em tanta pobreza, em lugar tão desprezível, na estação de inverno, nas trevas da noite e longe da sociedade. Cristo, já desde o nascimento quis mostrar-nos o caminho para o céu. A pobreza do Menino Jesus ensina-nos a necessidade da humildade, da cruz e do sofrimento, como meios de combater os vícios, de desapegar-nos do mundo, e servir a Deus com toda a pureza. Neste grande mistério de amor, o Deus Menino nos ensina a pobreza de espírito e a humildade de coração.

Fonte: KATRIY, Yulian Yakiv. Conheça o seu rito: o ano litúrgico da Igreja Greco-Católica Ucraniana. Roma: PP. Basiliani, 1982.
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